Resenha: Monumento às vítimas do comunismo – Praga e suas obras anticomunistas

Por Alexandre Neves Solórzano

 

O Comunismo, como todos aqueles que acompanham as atividades do Clube Ajuricaba já sabem, devastou partes do continente europeu de uma forma que respinga até os dias atuais. Pode ser visto nos países que ficam ao leste da Europa, por exemplo, uma maior incidência de pobreza e atraso no que tange a economia e o próprio IDH do país. Na Tchecoslováquia não fora diferente. Quando o Partido Comunista venceu as eleições parlamentares no país em 1946, muitos já suspeitavam do provável dano que tal acontecido poderia vir a causar. E em 1948, não para uma surpresa tão grande, houve um golpe e os comunistas tomaram o poder total na Tchecoslováquia.

Os quase cinquenta anos de domínio comunista na região europeia contaram com expulsões de liberais e invasões de países da URSS que contemplavam o Pacto de Varsóvia: o governante Alexander Dubcek, que buscava dar uma abertura econômica no país, foi imediatamente deposto no final dos anos de 1960 e todos os seus apoiadores exilados após a entrada de Gustáv Husák, que se tornou líder do Partido Comunista e fez questão de tal ação. Ou seja, desde os primórdios do período da pós-II Guerra Mundial a cidade de Praga, assim como o que hoje é a Eslováquia e a República Checa, não teve um século XX recheado dos benefícios sociais apresentados pela liberdade.

Por consequência lógica, o salto temporal do fim do período comunista do país até os dias atuais ressaltam uma Praga exacerbadamente anticomunista, contando com a existência de obras de artes que não dispensam a visita dos turistas. Além do gigante dedo do meio roxo direcionado ao Castelo de Praga, no meio do Rio Moldava, e das gigantes nádegas em que você pode pôr a cabeça e assistir políticos do século XX comendo ao som de “We Are The Champions”, da banda inglesa Queen, há também uma das esculturas mais marcantes de toda a Europa: o monumento que retrata as vítimas do comunismo foi inaugurado no dia 22 de março de 2002, pelo artista Olbram Zolbek, e choca até os dias atuais.

As estátuas representam indivíduos caminhando com uma aparência ofegante, estão macérrimos e demonstram uma constante decomposição. A crítica central recai sobre como a ideologia comunista tende a deteriorar o caráter humano e, também, destruir fisicamente toda uma população. Basta compararmos tudo isso ao que conhecemos atualmente na Venezuela, na Coréia do Norte ou em outras nações praticantes de vertentes socialistas. A obra choca não somente pela aparência das esculturas, mas principalmente pela carga histórica depositada na criação. Olbram, autor da obra, dedicou sua produção à todas as vítimas do comunismo e à todos aqueles que amam a liberdade. O artista, que nasceu em 1926, pode presenciar bem o que fora a destruição comunista em seu país, o que impediria qualquer inclinação sua ao lado mais à esquerda do espectro político, diferentemente de grande parte dos artistas que nunca presenciaram um regime socialista ou foram censurados pelo mesmo. Vale ressaltar que a decomposição retratada é representada por estátuas realmente pela metade, onde vemos um indivíduo sem metade de cima do corpo, com um buraco aberto no peito ou com pequenos furos ao longo do corpo.

É pela noite que o cenário torna-se mais amedrontador e nostálgico, que quando recheado pela neve remonta, talvez, cenas comuns de pobres trabalhadores corroendo-se com o frio da região, acompanhados pela precária situação econômica do país e a repressão do governo comunista. O monumento encontra-se numa escada em meio a uma ambiente florestal, e nele consta uma placa explicativa: 205,486 prisões, 170,938 exilados, 4,500 mortos nas prisões, 327 abatidos enquanto tentavam fugir, 248 executados. Além dos dados apresentados, na placa há a seguinte frase: “Este memorial é dedicado a todas as vítimas: não apenas aos que foram emprisionados e perderam a vida, mas também aos que viram a sua existência arruinada pelo despotismo totalitarista”.

Hoje Praga goza de obras de arte demasiadamente interessantes àqueles que são contrários à ideologia comunista, e vale a pena estudar sobre tais obras para poder compartilhar um pouco mais dos sentimentos de outros adoradores da liberdade de expressão e econômica. Hoje, a República Checa pode se mostrar como uma das nações mais desenvolvidas do período pós-comunista. Com um IDH invejável até para aqueles que não tiveram uma ditadura sanguinária em sua história, o país cresce cada vez mais com o turismo, tendo a cidade de Praga, país em que residem grandes obras de arte do período gótico e barroco, assim como as citadas por aqui, o foco central da procura turística.

Feliz aniversário, Ludwig von Mises

Por Roberto Alves Neto

Uma singela homenagem a Ludwig Heinrich Edler von Mises que no dia 29/09/2017  comemorou seu 136° aniversário.

Mises foi um dos fundadores da Escola Austríaca de Economia, em suas obras, aulas e palestras sempre foi um defensor fervoroso do capitalismo de livre mercado, para ele políticas intervencionistas, controles de preços e inflação (expansão da base monetária) era o caminho perfeito para a miséria e escassez.

Ação Humana:

Ação Humana foi com certeza a sua principal obra, onde através da praxeologia (ciência da ação) Mises busca provar que os seres humanos agem em busca de atingir um grau de satisfação maior do que ele se encontrava antes de iniciar sua ação, assim cada pessoa existe uma ‘escala’ de necessidades o que faz elas atribuírem diferentes valores as mesas coisas dependendo de sua necessidade, um sanduíche vale mais para você quando você está com fome do que quando está satisfeito.

Liberdade Econômica:

Para Mises a liberdade econômica está diretamente ligada a qualquer outra liberdade: “Nada há na natureza que possa ser chamado de liberdade; há apenas a regularidade das leis naturais, a que o homem é obrigado a obedecer para alcançar qualquer coisa”[1]. Esse trecho merece destaque pois há pessoas que afirmam que o capitalista dá mais valor à liberdade econômica do que as outras liberdades, porem esquecem que o dinheiro não é o objetivo final e sim o meio para obter os bens necessários.

Mentalidade Anticapitalista:

Outra obra importante que merece destaque nessa homenagem é A Mentalidade Anticapitalista, nessa obra ele apresenta os principais pontos que levam a pessoas a achar o capitalismo injusto. Uma crítica que ele ataca e que é usada até hoje é afirmar que o empresário reina sobre as pessoas, as escraviza e as força a viver apenas com o necessário, contudo Mises responde: “O sistema de lucro torna prósperos aqueles que foram bem-sucedidos em atender as necessidades das pessoas, da maneira melhor e mais barata possível”[2], “Os empresários e capitalistas devem sua fortuna às pessoas que, enquanto fregueses, sustentam os seus negócios. Eles a perdem, inevitavelmente, assim que outras pessoas os superam num atendimento aos consumidores de forma melhor e mais barata”[3].

 

Considerações finais:

Durante muito tempo as obras de Mises foram esquecidas, nossa sociedade ocidental já acostumada com aquilo que o capitalismo nos proporcionou achava tudo isso normal e esqueceu como defendê-lo, enquanto aqueles que o odiavam simplesmente aproveitaram para ignorar sua linha de pensamento. Assim tornou-se fácil ‘converter’ as pessoas, mostrá-las como o capitalismo é injusto e predatório e como ele está fadado a crises.

Contudo suas obras ainda vivem e em meio a dificuldades e incertezas as pessoas passaram a buscar entender o outro lado assim se deparando com obras e autores tão importantes quanto foi Ludwig von Mises.

 

“Ideias e somente ideias podem iluminar a escuridão. ” – Ludwig von Mises

Referências:

[1]As seis lições, pagina, página 24.

[2]A Mentalidade Anticapitalista, página 13.

[3]A Mentalidade Anticapitalista, página 16.