Iniciativa privada no Festival de Parintins: como o mercado (e não o Estado) promove a cultura regional

Por Thais Nogueira e Patricia Oliveira 

É difícil traduzir em palavras o Festival Folclórico de Parintins. Podemos chamá-lo de ópera a céu aberto, teatralização da floresta, espetacularização da cultura cabocla e indígena, show de ludicidade ecológica, duelo, brincadeira etc. Mas nenhum desses termos é suficiente para descrever o que acontece em Parintins quando falamos de boi-bumbá. O brilho nos olhos e os sorrisos no rosto dos idosos e das crianças brincando juntos, vendo o boi de rua passar, é uma pequena amostra da percepção dos parintinenses sobre esse evento.

Trata-se de cultura, trata-se de identidade. E identidades não são imutáveis. Transfiguram-se com o tempo, nutrindo somente a essência que a princípio a constituiu. Nesse sentido, assim como os bois bumbás, o festival também passou por inúmeras transformações ao longo de sua história. De um grupo de amigos brincando de boi ao redor de fogueiras e lamparinas, ao espetáculo grandioso na Arena do bumbódromo para milhões de telespectadores.

O Festival cresceu e se transformou, mas continua despertando nas pessoas a mesma emoção de décadas atrás, acrescentando um fator especial para a comunidade parintinense: o crescimento econômico.  Dois eventos marcaram a guinada para esse caminho: a primeira transmissão pela TV em 1994 e a entrada do patrocínio da Coca-cola em 1995, ainda que antes o festival já fosse uma grande atração turística, mas essencialmente local.[1] A partir desses acontecimentos a festa ganhou o interesse das classes mais abastadas e dos governos que durante anos não deram atenção devida à brincadeira. Na aliança com esses novos poderes, os bois ganharam muitos padrinhos, um deles foi a mídia nacional, que nos anos 90 mostrou ao Brasil e ao mundo as todas como “Tic-tac” e “Vermelho”.

Portanto, a cultura do boi-bumbá cresceu principalmente devido ao apoio da iniciativa privada, que viu ali não necessariamente uma riqueza cultural a ser preservada em nome da bondade e da dignidade, mas sim, lucro.

Atualmente o festival movimenta o valor correspondente a metade do orçamento anual do município de Parintins. De acordo com um órgão de turismo estadual, a festa movimenta cerca de R$ 100 milhões, entre ingressos, passagens aéreas e fluviais, hotéis, camarotes, bares, restaurantes, etc.

Desta forma, o Festival faz parte da indústria cultural do Amazonas, pois seu desdobramento econômico é tentacular. Ele movimenta uma cadeia econômica gigantesca, que vai desde o seu João e dona Maria que vendem seu artesanato, passa pelas empresas privadas que se beneficiam do marketing e dos benefícios fiscais, e  ainda se reverte em impostos para o Amazonas. Todos os envolvidos saem ganhando.

O financiamento para a realização do evento conta com a ajuda da prefeitura municipal, do governo do estado do Amazonas (em parceria com o governo federal), e dos patrocínios de empresas privadas. Em 2015 o estado repassou aos bumbás uma quantia de R$ 8,880 milhões[2] no total, destinada aos custos com iluminação, som e operacionalização do bumbódromo nos dias de festa.

Contudo, no ano de 2016, a poucos dias antes do início do festival, o então governador do estado do Amazonas (José Melo, do PROS) surpreendeu a todos com o anúncio do corte de verbas para o setor de Cultura, incluindo o festival de Parintins. O argumento era de que seria necessária uma reforma administrativa do Estado para enfrentamento da crise econômica, e parte do orçamento da Secretaria de Cultura seria para garantir o funcionamento dos hospitais.

Com a notícia, a população parintinense ficou absolutamente revoltada, pois poderia dificultar, minimizar ou mesmo acabar com a festividade naquele ano. Pela primeira vez na história, os torcedores de Garantido e Caprichoso se uniram para fazer uma grande manifestação, exigindo tomadas de atitude do poder público diante da situação. Pela primeira vez, discussões sobre política e economia dominavam cada canto da cidade. O financiamento estatal do evento foi duramente criticado. Era inadmissível que algo dessa magnitude tivesse que ficar dependente da boa vontade do governador em exercício.

O empenho da população em tentar encontrar uma solução para o problema foi enorme, o que pode ser visto no mutirão de limpeza[3] realizado no bumbódromo pela população, que também ajudou a trazer os carros alegóricos e fazer todo trabalho voluntário possível para a realização do evento.

Nesse momento, muitos nomes políticos surgiram  com a promessa de trazer os recursos diretamente do governo federal, como o então deputado estadual Bi Garcia e o Senador Omar Aziz, o que de fato aconteceu, e a verba de R$ 4 milhões para a realização do festival foi liberada.[4]

Tendo em vista a grande relevância do evento para a economia e para a identidade cultural do povo amazonense, este fatídico episódio mostrou a face de um problema que ameaça uma das maiores joias da cultura popular do estado: o Festival de Parintins é dependente demais das verbas do governo. A consequência desta dependência é a submissão da festa parintinense aos desmandos de quem estiver ocupando o poder, o que para nós, como amazonenses, é inaceitável. Uma representação tão forte da identidade amazônica precisa ganhar a independência e a autonomia condizentes com a sua importância. A solução para tal seria atrair como apoiadores e patrocinadores entes da iniciativa privada, como as empresas interessadas em investir na cultura popular.

O grande entrave para o patrocínio privado seria o equilíbrio entre os interesses pelo lucro e o respeito e manutenção do Festival de Parintins em sua integridade. Aqui vale lembrar a lição do filósofo escocês Adam Smith: “Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.”

Isto significa que a busca pelo lucro atrelada a um grande espetáculo cultural não representa grande risco caso as partes possam acordar seus termos para que todos atinjam a satisfação de seus interesses: o do patrocinador com o retorno financeiro ou midiático, e os bois e a população amazonense com a continuação da celebração da cultura. Como já foi mencionado acima, ao longo de décadas, o Festival de Parintins passou por diversas modificações, tornou-se um grande espetáculo que recebe turistas do mundo inteiro, mas nunca perdeu sua essência.

Uma maior abertura para investimento privado desoneraria os cofres públicos, afinal de contas, a realização de um evento deste porte não envolve apenas os custos das apresentações dos bois, e sim uma enorme logística de transporte, segurança pública e custos adicionais de suporte ao evento. Em 2016, o Governo do Estado teria um gasto total de absurdos R$ 17.017.073,79[5] com o festival. Todo esse valor sairia do bolso do contribuinte e seria empregado para estruturar os 3 dias da festa, mais os dias adjacentes em que a cidade recebe os visitantes. O grande problema disso é que, no dia em que o governo não tiver condições de bancar a festa, representaria ao festival e para a população um grande risco, uma vez que sacrificaria a expressão da cultura de um povo e de um evento que movimenta a economia de Parintins e de Manaus, já que os visitantes necessariamente passam por aqui. Isso quase ocorreu uma vez. Como amazonenses, não podemos permitir que ocorra novamente.

A notícia de que a realização do Festival de Parintins estava em risco por conta da falta de verbas do governo causou grande comoção que partiu desde a população parintinense e chegou ao empresariado local, que passou a declarar apoio e patrocínio ao evento. Naquela ocasião, diversas empresas que já eram patrocinadoras renovaram seus compromissos, tais como a Brahma, HapVida e Bradesco, novas empresas entraram para o rol de patrocinadores (Atacadão) e outras passaram a ser apoiadoras, como a Whirlpool, Mac Cosméticos, Lojas Marisa e C&A, com contribuições pontuais, mas com um imenso significado.[6] A classe empresária se mobilizava como podia para não deixar a cultura do povo amazonense sofrer ainda mais com a retirada considerável do apoio financeiro do Governo do Estado do Amazonas e visava as grandes oportunidades de negócios advindas do festival. Em 2017, a Cigás[7] também está patrocinando o evento e a Coca-Cola renovou seu compromisso.[8]

Já passa da hora de reconhecer que o Festival de Parintins não deve mais depender das verbas do governo, e sim firmar acordos prósperos com aqueles que estiverem dispostos a apoiar a cultura popular e auxiliar na movimentação da economia que envolve a realização da festa. Neste sentido, até mesmo os políticos se manifestam a favor de maior participação de capital privado no evento, destacando o aquecimento da economia no mês de Junho decorrente da festa, principalmente nos setores de comércio, hotelaria, gastronomia, transportes e atividades relacionadas ao turismo.[9]

Para que a iniciativa privada possa agir, o ambiente de negócios deve ser saudável. Infelizmente, ainda há um longo caminho pela frente. Tanto o Boi Garantido quanto o Boi Caprichoso sofrem uma série de processos trabalhistas que já chegaram a valores exorbitantes. No dia 28/07/2017, o vice-presidente do TRT-11 emitiu decisão que bloqueia 20% dos repasses de patrocínios aos bois para sanar dívidas trabalhistas. Esta decisão é fruto de um processo que já havia condenado os bois ao bloqueio de 30% dos repasses e quase comprometeu a realização do festival naquele ano juntamente com a retirada total de última hora por parte do Governo do Estado[10], a defesa recorreu e a decisão foi suspensa. Então o Ministério Público do Trabalho, na condição de terceiro interessado, requereu novo bloqueio e o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região deferiu o pedido do MPT.[11] Todo este cenário de insegurança prejudica a administração dos bois em atrair patrocinadores e investidores, uma vez que sempre haverá o receio de um bloqueio oriundo da Justiça do Trabalho para atrapalhar o show dos bois na arena.

A iniciativa privada tem o condão de trazer infraestrutura para a cidade, revitalizar possíveis pontos turísticos que de alguma forma estejam negligenciados pelo poder público e melhorar ainda mais a recepção do turista em Parintins e oferecer mais oportunidades ao nativo.

Os principais pontos turísticos da cidade de Parintins atualmente são praças públicas e balneários. Os balneários contam com ajuda estética da natureza para manter a exuberância. As praças, por outro lado, ficam à mercê da boa vontade do prefeito em exercício, que costuma escolher entre dois caminhos: 1) manter uma gestão que negligencia as urgentes reformas que precisam ser feitas; 2) usar milhares ou milhões de reais do bolso do pagador de impostos para arcar com as despesas das reformas necessárias.  A segunda opção ainda dá um bônus especial: a oportunidade do superfaturamento.

Contudo, há um terceiro caminho, não tão agradável aos olhos dos governantes: transferir o poder dos políticos para às mãos da iniciativa privada. Imagine só, e se espaços como a Praça Digital, a Praça da Liberdade e a Praça dos Bois deixassem de depender dos políticos? Se fossem radicalmente revitalizadas e melhoradas constantemente, independente do resultado das eleições? Se passassem a ter a aparência das mais modernas praças das grandes metrópoles? E o melhor de tudo, com livre acesso para qualquer pessoa, independente de ser ou não consumidora da empresa que administra o lugar.

Isso parece utópico demais? Pois saiba que isso já acontece em inúmeras cidades do Brasil, como em São Paulo[12], onde 10% das praças públicas são adotadas[13] pela iniciativa privada, em Florianópolis, onde mais de 50% das praças tem esse tipo de administração, ou em Curitiba[14], onde um dos principais pontos turísticos da cidade – o Jardim Botânico – há 13 anos tem sua manutenção realizada pela iniciativa privada, resultando numa economia para os cofres públicos de mais de R$ 690 mil anuais, e numa das mais belas paisagens para se visitar na região, atraindo centenas de turistas.

A iniciativa privada poderia trazer uma profusão de benefícios aos cofres públicos municipais de Parintins, aos turistas que visitam a cidade na época do Festival, aos empresários que seriam atraídos para a cidade, e aos moradores, que teriam durante o ano todo (e não só durante o mês de junho) uma cidade da qual realmente se orgulhar.

O próximo passo é contar com a colaboração da administração dos bois-bumbás e da própria população no sentido de se dispuserem a negociar e entender as propostas oferecidas pelos patrocinadores, estipulando seus limites de maneira que não prejudique a renovação da estrutura da festa. Novamente: benfeitorias podem ocorrer sem alterar o fundamento do fenômeno cultural que move o festival. A população já cooperou espontaneamente com a realização do festival no momento em que houve o problema de verbas, quando houve a força-tarefa para a limpeza do bumbódromo. Se os parintinenses foram capazes  disto, não restam dúvidas de que poderão negociar pacificamente com quem quer que tenha interesse em investir na ilha tupinambarana. O patrocinador muda, a essência fica. Não há problema algum ao tratar cultura como mercadoria. A obtenção de lucro e a comercialização da arte não prejudica seu âmago, mas tão-somente atribui ao artista a renda fruto de sua criatividade.[15]

Outra questão relevante relacionada ao festival é sua transmissão midiática. Durante alguns anos, a emissora Band transmitiu a festa em rede nacional, mas a população local teceu várias críticas, uma vez que os jornalistas de outras partes do país não tinham o conhecimento e o “feeling” das lendas e do rito dos bois-bumbás, acabavam não mostrando partes importantes do desenvolvimento das apresentações e a narração errava bastante no “timing” e se sobressaía aos discursos do Amo do Boi e do Apresentador, por exemplo, itens que se baseiam nas rimas e no discurso acalorado.

Nas últimas edições, a cobertura tem sido feita por uma rede de televisão local e da TV Cultura[16], os profissionais conseguem transmitir com melhor qualidade apesar de haver uma certa diminuição de visibilidade. No entanto, graças ao desenvolvimento da tecnologia, hoje temos a internet como grande veículo de informação que pode ser melhor aproveitado para transmitir num âmbito bem maior que qualquer emissora de televisão. Este recurso já vem sendo usado por eventos, clubes de futebol e artistas para divulgação ou transmissão. O número do público chega a ser difícil de estimar, o que torna a internet uma excelente plataforma de mídia com impacto além das fronteiras nacionais, ainda mais com o fator de não comprometer o tempo de apresentação dos bois.

O Festival Folclórico de Parintins é retrato da cultura e do potencial artístico dos povos amazônicos. Exportamos artistas para o Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo[17], onde as escolas de samba recebem pelo menos 80% dos talentosos artesãos parintinenses[18]. Os bois-bumbás cresceram, tornaram-se marcas reconhecidas, estabeleceram suas próprias associações para captação de recursos, o boi Garantido por meio do Movimento Amigos do Garantido[19], e o boi Caprichoso através do Movimento Marujada[20].

Hoje, os bois-bumbás de Parintins promovem, além do show no bumbódromo, a valorização e o enaltecimento da arte, da cultura e do misticismo que nascem do seio da Floresta Amazônica na forma da maior ópera a céu aberto do mundo. Seja na beleza da cunhã-poranga, no legado carregado pela Rainha do Folclore, no repente do Amo do Boi, na pureza da Sinhazinha da Fazenda, ou na poesia das toadas, o Festival Folclórico de Parintins brilha aos olhos do público visitante e dos nativos parintinenses na encantada Ilha Tupinambarana, às margens do Rio Amazonas. A brincadeira dos bois-bumbás é balanço que imita banzeiro, tem cheiro de beira de rio, tem herança do nordeste, bumba-meu-boi, cabra-da-peste, tem gingado de quilombo, tem rufar de tambores tribais[21], vem do Palmares, vem da Francesa, orgulho e beleza[22], tem a cara pintada, de um povo aguerrido, de um povo valente, de um povo guerreiro, de um povo Brasil, é a Amazônia nas Cores do Brasil[23], é Magia e Fascínio no Coração da Amazônia[24].

[1] AZEVEDO, Luiza Elayne Correa. Uma viagem ao boi-bumbá de Parintins: do turismo ao marketing cultural. Somanlu v.2, numero especial, 2002.   Disponível em: <<https://www.google.com.br/interstitial?url=http://www.periodicos.ufam.edu.br/index.php/somanlu/article/view/261 >>

 

[2] http://www.portaldomarcossantos.com.br/2016/05/20/cortar-o-subsidio-do-festival-esta-para-parintins-como-seria-para-o-amazonas-se-acabassem-com-zona-franca/

 

[3] http://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2016-06/editada-para-abrir-6a-apos-corte-de-verba-mobilizacao-e-superacao-garante

 

[4] http://www.acritica.com/channels/parintins-2016/news/governo-federal-autoriza-repasse-de-r-4-mi-para-o-festival-de-parintins-diz-omar

 

[5] http://www.reporterparintins.com.br/lendo/276-conteudo-13296-prefeitura-de-parintins-apresenta-planilha-de-custo-do-festival-2016-46-85-superior-ao-ano-passado

[6] http://www.emtempo.com.br/apos-anuncio-de-cortes-em-verbas-para-a-cultura-futuro-do-festival-folclorico-de-parintins-e-incognita/

[7] http://www.parintins.am.gov.br/?q=277-conteudo-51925-cigas-e-a-nova-patrocinadora-do-festival-folclorico

[8] http://www.acritica.com/channels/parintins-2016/news/festival-de-parintins-renova-patrocinio-com-multinacional-e-apoio-do-governo-do-am

[9] http://www.emtempo.com.br/politicos-do-am-se-unem-para-buscar-apoio-privado-aos-bumbas-de-parintins/

[10] http://www.reporterparintins.com.br/lendo/276-conteudo-13491-determinacao-de-juiz-do-trabalho-pode-comprometer-festival-folclorico-de-parintins

[11] http://amazonasatual.com.br/justica-do-trabalho-bloqueia-repasse-do-governo-aos-bois-de-parintins/

[12] http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/04/em-sp-10-das-pracas-publicas-sao-adotadas-pela-iniciativa-privada.html

 

[13] http://floripamanha.org/prioridades-floripamanha/adote-uma-praca/

 

[14] http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/ponto-turistico-mais-visitado-e-mantido-em-parceria-com-iniciativa-privada/26869

 

[15] http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2418

[16] http://portal.comunique-se.com.br/tv-cultura-e-tv-critica-fecham-parceria-para-transmissao-do-festival-de-parintins/

[17] http://www.acritica.com/channels/entretenimento/news/pratas-do-folclore-parintinenses-que-brilham-nos-carnavais-do-brasil-afora

[18] http://g1.globo.com/am/amazonas/carnaval/2014/noticia/2014/03/talento-e-arte-de-parintins-am-marcam-presenca-em-carnaval-pelo-brasil-afora.html

[19] https://www.facebook.com/maggarantido/

[20] https://www.facebook.com/movimento.marujada/

[21] https://www.letras.mus.br/garantido/1826417/

[22] https://www.vagalume.com.br/boi-caprichoso/marujada-de-guerra.html

[23] https://www.vagalume.com.br/boi-caprichoso/amazonia-nas-cores-do-brasil.html

[24] https://www.letras.mus.br/garantido/magia-e-fascinio-no-coracao-da-amazonia/

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